Pacientes com Câncer Enfrentam Falta de Acolhimento Prioritário em Hospital; Instituto Que Defendia Elas Deixa Pernambuco
Uma paciente que luta contra o câncer denunciou, através do instituto ABC da MAMA, a falta de atendimento prioritário e a precária situação de um hospital não especificado, onde o tratamento de pacientes com doenças graves está sendo prejudicado. O caso ganha ainda mais gravidade porque a entidade, que há anos acolhe, escuta e faz denúncias em defesa dessas mulheres, infelizmente deixará o estado de Pernambuco – levantando preocupação sobre o futuro das pacientes que dependem desse suporte.

A paciente relatou que, ao comparecer para uma consulta, soube pelo seu médico que o sistema está fora do ar – um problema que interfere diretamente no acompanhamento de seu tratamento oncológico. Além disso, o local apresenta superlotação, com acompanhantes tendo que se sentar no chão, e o setor de tomografia encontra-se inoperante há dois meses, pois a máquina está quebrada. Esses exames são fundamentais para o diagnóstico e monitoramento de casos de câncer.
O próprio médico da paciente orientou-a a procurar a ouvidoria, afirmando que “se ninguém vai, o hospital vai ficar na mesma”. No entanto, há relatos de que esse canal não tem resolvido as demandas. “Triste realidade”, comentou a paciente ao abordar a situação.
Importância do acolhimento institucional

Instituições como o ABC da MAMA são essenciais para mulheres que enfrentam o câncer, pois além de oferecer um espaço de acolhimento emocional, atuam como ponte entre as pacientes e o sistema de saúde, defendendo seus direitos e fazendo denúncias quando há falhas no atendimento. Elas garantem que vozes que poderiam ficar invisíveis sejam ouvidas, além de fornecer suporte técnico e psicológico para quem está passando por um momento tão desafiador.
Com a notícia de que a entidade deixará Pernambuco, surge uma grande incerteza: como ficarão as pacientes que hoje contam com esse respaldo? Sem um órgão que as represente e lute por melhores condições de tratamento, há risco de que casos como esse passem despercebidos, agravando ainda mais a situação de vulnerabilidade em que se encontram as mulheres com câncer no estado.

A colaboradora do instituto que recebeu a denúncia classificou a situação como preocupante, destacando que pacientes que já enfrentam uma batalha contra a doença não podem ter que lidar ainda com falhas no sistema de saúde – e, agora, também com a ausência de quem as defendia. O caso levanta questionamentos sobre a gestão dos serviços de saúde e a necessidade de políticas públicas que garantam não apenas o tratamento médico, mas também o acolhimento e a representação dessas pacientes.



